segunda-feira, 19 de maio de 2008

MONITORES: O QUE SÃO E TENDENCIAS FUTURAS


O dispositivo de exibição é o dispositivo de saída mais utilizado de um computador. Quando ele é colocado em um gabinete separado, é chamado de monitor. O monitor fornece retorno instantâneo ao exibir texto e gráficos quando você trabalha ou joga.
Por muitos anos a tecnologia CRT (Cathode Ray Tube ou Tudo de Raios Catódicos) foi dominante na produção de monitores de vídeo, para televisões e computadores. Esse domínio ocorreu principalmente porque os custos de produção da tecnologia tornaram-se baixos devido à grande escala de produção.. Tecnologias como o LCD (Liquid Cristal Display) e o Plasma Display (assim nomeado por usar gazes ionizados para excitar substâncias químicas) substituiram completamente a tecnologia CRT na fabricação de TVs e monitores para computadores pessoais no mercado de consumo dos países mais avançados.

Ironicamente o CRT perdeu seu lugar para o LCD e para o Plasma não apenas por méritos técnicos das novas tecnologias, já que cada uma delas apresenta grandes problemas. As grandes razões por trás do abandono do CRT (que já não é mais fabricado em países como os EUA e Japão) estão na dificuldade construtiva do CRT, na imensa quantidade de materiais gastos (comparado às novas tecnologias bem mais econômicas) e, principalmente, no excesso de peso e grandes dimensões apresentados pelos monitores que usam tecnologia CRT. Entretanto uma tecnologia um pouco mais recente começa a chamar a atenção da indústria. Chamada OLED (Organic Light-Emitting Diode ou Diodo Orgânico Emissor de Luz) essa tecnologia promete suprir os grandes problemas atuais dos dispositivos de vídeo à um custo aceitável para o mercado de produtos de consumo.

O LED (Diodo emissor de luz) é um dispositivo eletrônico composto de materiais metálicos que quando excitado eletricamente emite um faixo de luz de uma freqüência bem específica. O OLED diferencia-se de seu primo por usar em sua construção substâncias eletroluminescentes compostas de Carbono. Ao serem excitadas por uma corrente elétrica essas substâncias emitem luz em uma freqüência determinada por sua composição química. Painéis de vídeo compostos por OLEDs pode ser extremamente finos (como uma folha de papel) e flexíveis (executados em materiais plásticos, como polímeros). Essa possibilidade surge do fato de que as substâncias químicas que compõe o OLED podem ser impressas em um filme plástico (como um documento é impresso em papel) para marcar os pixels. Ao colar outro filme plástico sobre a impressão cria-se pequenas capsulas que aprisionam cada pixel. A aplicação de eletrodos minúsculos à cada célula permite que se leve à ela a corrente elétrica necessária para excitar cada uma das cores primárias que irão compor as imagens. Essa técnica permite a construção de monitores muito pequenos ou grandes, resistentes à água devido à sua natureza plástica, e flexíveis ou até mesmo dobráveis.

As primeiras aplicações de monitores OLED foram em dispositivos móveis, como celulares, PDAs e até mesmo notebooks; onde a pequena espessura e o baixo peso da tela são mais importantes que outros fatores. Entretanto o preço de produção de monitores com essa tecnologia tem caído bastante e hoje já é possível construir telas OLED mais baratas e tão duráveis quanto telas LCD equivalentes. Além da simplicidade construtiva e das vantagens físicas os monitores OLED ainda superam seus rivais em vários aspectos técnicos. Monitores OLED são capazes de criar a cor preta, gerando o chamado “real black” e conseguem taxas de contraste 10 vezes maiores que monitores LCD produzidos atualmente. Não são sucetíveis ao efeito burn-out que agride monitores CRT e Plasma, situação onde a exibição prolongada de uma mesma imagem marca a tela de forma definitiva, sim isso acontece com a maioria das telas de Plasma produzidas hoje em dia. Ainda que uma nova tecnologia de Plasma tenha sido desenvolvida para evitar o burn-out ela resulta em telas mais caras, razão que levou muitos fabricantes a ignorá-la. A rigor, ao comprar uma tela de Plasma, você dificilmente conseguirá saber se aquele modelo específico é resistente ou não ao efeito danoso. Isso pode levar à desagradável situação de, após pagar o valor de uma pequena moto em uma TV, você observar aquele pequeno símbolo da Globo no canto inferior direito da tela durante uma reprodução de DVD.

Além disso o OLED dispensa iluminação de background, necessária nos LCDs, o que o torna a tecnologia mais econômica em termos de consumo de energia disponível atualmente. Além de ser ótimo para dispositivos que operam com baterias isso é um grande ponto a favor da técnica já que a economia de energia é uma preocupação global. O OLED é capaz de reproduzir cores tão bem quanto o Plasma e apresentar um tempo de resposta muito menor que o do LCD. Tempo de resposta é o tempo que um pixel leva para acender, atingir a cor ideal e então apagar voltando ao estado de negro. Quem já jogou games ou assitiu filmes de ação em uma tela LCD entende a importância disso.

Entretanto alguns fatores continuam a atrasar a adoção em massa da nova tecnologia. Mesmo tendo custos de produção mais baixos que outras técnicas o OLED é relativamente recente. Muitas empresas, como a Kodak, que desenvolveram partes importantes da tecnologia, ainda cobram valores excessivamente altos pelas patentes e licenças de produção em busca de ressarcirem seus gastos em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, os altos gastos na implementação das tecnologias atuais ainda não foram completamente amortizados. Muitos fabricantes não desejam tirar seus monitores LCD e Plasma de linha ainda por entenderem que ainda há muito dinheiro a ser feito com esses produtos antes que uma nova tecnologia possa ser levada ao mercado de massa. Entretanto a queda significativa nos preços dos monitores LCD e Plasma verificada em todos os mercados é uma mostra de que, assim que essas tecnologias tornem-se o padrão, estará aberto o caminho para que outra possa ser implementada.
Mas o OLED ainda tem alguns detalhes a resolver antes que seja a tecnologia usada em sua próxima TV. A fragilidade dos filmes plásticos, que se rompidos inutilizam o monitor, é uma delas. A durabilidade dos compostos, especialmente os que reproduzem freqüências azuis, é outra. Entretanto parece claro que é o OLED a tecnologia que irá assumir o lugar do LCD e do Plasma no futuro, por unir as qualidades de ambos e ainda apresentar características que nenhuma delas pode reproduzir.


Os fãs do Filme Minority Report, onde Tom Cruise acessava dados no ar em um monitor transparente. Vão poder apreciar o que os pesquisadores alemães desenvolveram nos seus laboratórios, um monitor OLED (Organic Light-Emitting Diode ou diodo orgânico emissor de luz), totalmente transparente.
O Monitor foi desenvolvido na Universidade Técnica de Braunschweig localizada no Estado da Baixa-Saxônia na Alemanha. Os alemães usaram TFTs transparente (thin-film transistors), compostos por camadas de: óxido, zinco e estanho com 100 manômetros de espessura o que transmite mais de 90% de luz visível.

O monitor transparente só se tornou realidade, graças ao chefe físico Thomas Riedl, onde ele diz que os primeiros protótipos dos monitores transparentes Oled, estarão disponíveis no mercado em dois anos. Thomas Ried diz que os Monitores Transparentes poderão ser usado para fornecer informações sobre um paciente para os cirurgiões ou até mesmo empregado nos retrovisores de carros, que permite que o condutor do veículo receba instruções enquanto dirige, os possíveis empregos dos monitores transparente são infinitas.

3 comentários:

Rabidus disse...

Ei, edita isso véio, não coloca posts muito grande não, que ninguém lê.
é inútil.

Anônimo disse...

Muito bom o texto!

liliana disse...

O assunto e muito bom e útil,mais precisa de mais imagens,só estou dando uma sugestão...